Dois fatos tristes para SL: adeus a Celeste Massara e o fim do Colégio Cramer

Dois fatos tristes para SL: adeus a Celeste Massara e o fim do Colégio Cramer
O Colégio foi criado em 1996, por Valdemir Ferreira da Costa e chegou a ter centenas de alunos

Luzias

Antes de falarmos do falecimento de Celeste Massara, uma outra notícia que entristeceu profundamente Santa Luzia: O Colégio Cramer, fundado em 1996,por onde passaram centenas de estudantes luzienses, anunciou que está fechando as portas, no final desse difícil 2020.

O Colégio foi fundado há 24 anos por Valdemir Ferreira da Costa, que permaneceu à frente da instituição até agora. Chegou a ter 440 alunos, reduzidos para apenas 180 nesse ano. Na nota que divulgou, a direção apontou o alto nível de inadimplência – o não pagamento das mensalidades por muitos alunos – como um dos fatores que resultaram na crise que está levando ao fechamento do Cramer.

Parte da história dessas crianças desaparece com o fechamento do Colégio

A pandemia do novo Coronavírus, iniciada no começo do ano,tornou difícil a vida de muitas instituições de ensino, sobretudo as particulares. Mas ninguém na cidade esperava que o colégio anunciasse o fim de suas atividades. No último dia de novembro, todos os cerca de 40 funcionários, incluindo os professores, foram demitidos.

É muito triste para Santa Luzia ver um educandário como o Cramer, há mais de duas décadas parte fundamental da vida da cidade, desaparecer assim, de uma hora para outra. Um fim melancólico para um projeto cujo objetivo era educar.

E mais uma enorme perda debitada na conta desse estranho 2020.

O desaparecimento de Celeste Massara

Com os irmãos: Lúcia, Celeste, Francisco, Maria de Lourdes(Neneca), Regina e Terezinha

Foi com a mais profunda tristeza que Santa Luzia recebeu a notícia do falecimento de Celeste Massara. Ela faleceu em casa, em Belo Horizonte, ontem, terça-feira(01), depois de uma longa enfermidade. O sepultamento foi no Cemitério da Colina(BH) nesta quarta-feira. Celeste pertencia a uma das famílias mais respeitadas e queridas da cidade.

Maria Celeste Massara era filha do ferroviário Francisco Massara (Quinho) e Olímpia Fiorini Massara, Celeste nasceu em Santa Luzia, às margens da rede ferroviária, em 7 de setembro de 1942. Casada com Djalma Rodrigues de Oliveira, é mãe de Mariana, Daniela e Frederico. Advogada, formada na Escola de Direito da UFMG, nunca esqueceu seus laços com Santa Luzia e os reafirmou por meio de ações efetivas de apoio à cultura local.

Celeste, ao centro, rodeada pelos filhos e netos

Sempre presente nas atividades da comunidade da Ponte, participava das promoções realizadas pela paróquia São João desde a sua criação, em 1960. Ao lado do padre Felisberto de Almeida, foi entusiasta das ações religiosas, sociais e culturais que surgiam naquele momento.

Na década de 1960, assumiu, ao lado de Lair Orzil, a redação de colunas no jornal O Arco de São João, onde era responsável pela assinatura de uma coluna com notas sobre os eventos sociais da cidade. Na primeira Semana Santa realizada na paróquia, em 1962, deu vida ao Anjo da Amargura, que encantou a todos pela beleza. Sempre foi colaboradora da Semana Santa da paróquia, participando das procissões e incentivo para a participação da banda nas solenidades.

Com a mãe,a saudosa Dona Olímpia

Uma das últimas colaborações de Celeste com a memória luziense foi a preparação de um texto, escrito a pedido da Associação Cultural Comunitária, que foi publicado em agosto, apresentando o perfil de Mariana de Carvalho Massara (Naninha), sua tia. (Com a colaboração da Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia, Cristiano Massara e Sandra Gabrich).

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