Um estudo sobre o antigo porto de Santa Luzia, o Museu Celite e outras notícias

Um estudo sobre o antigo porto de Santa Luzia,  o Museu Celite e outras notícias
Imagem de satélite: o Rio das Velhas e a área onde se localizava o Porto de Vicente Rico

Luzias

Historiador prepara livro sobre o porto que existia no Rio das Velhas
Santa Luzia viveu uma noite “”vibrante” na sexta, 19 de julho, quando foi lançado, no Solar da Baronesa, “Horizonte de Eventos da Batalha de Santa Luzia“, livro que trata de fatos relacionados ao confronto final da Revolução Liberal de 1842, ocorrido na cidade, cuja autoria é do historiador luziense Gustavo Villa.

Falando ao Luzias depois do lançamento, Gustavo disse que ” a receptividade em Santa Luzia foi muito bacana. O evento foi vibrante e o público participou muito.” Em poucas horas, foram vendidos algumas dezenas de exemplares do livro, já lançado também em Sabará e com lançamento previsto para Caeté, na próxima sexta-feira, 26 de julho.

Trajeto da calçada, percorrido pelo pesquisador Marcelo Bastos. Foto: Gustavo Villa

Como comprar o livro– Se você se interessa pela História da cidade e gostaria de adquirir “Horizonte de Eventos na Batalha de Santa Luzia“, obra polêmica por contestar vários fatos sobre a Batalha Final dados como verdadeiros, deve ir à Loja Fernandes, Rua do Serro, 82, ou à banca de revistas que fica em frente da Matriz. O exemplar custa 29 reais.

Agora, o historiador está dando prosseguimento às pesquisas sobre o Porto de Vicente Rico, no Rio das velhas, onde hoje fica a estação da copasa. Seu proprietário era o Vicente Rico cuja casa na rua direita foi o quartel dos insurgentes em 1842 (sobrado de Agar Dolabella). De acordo com Gustavo, a primeira notícia sobre o Porto data de 1867, quando o explorador inglês Richard Burton desembarcou e descreveu o trajeto do Porto até o hotel em que ficou na rua direita. (Leia: O que o explorador inglês viu na Santa Luzia do século 19)

Estrangeiros devolvem nossa História –“Burton descreve que havia uma calçada que saía do Porto. Em pesquisa de campo com o pesquisador Marcelo Bastos descobrimos os vestígios desta calçada,” explica o historiador, comentando que, “em 1881, o Porto provavelmente já estava desativado, uma vez que a comitiva de D Pedro II desembarcou na ponte velha.”

A planta baixa da regtião do porto, feita por Halfeld

Gustavo Villa conta que sua inspiração para pesquisar o porto veio do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann que, em 1868, descobriu a localização das ruínas de Tróia(cidade da Grécia antiga), tendo como referência os relatos da Ilíada de Homero, sem nenhum mapa, apenas descrição textual da paisagem. “Para encontrar a localização do Porto, utilizamos como fontes a planta do arraial de Santa Luzia em 1842 e a descrição textual de Richard Burton. Foram portanto dois estrangeiros que devolveram aos luzienses esta história que havia sido apagada,” conta o historiador.

Ele cita três pessoas que também estão envolvidas no estudo:o pesquisador do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico(Iepha) Adalberto Andrade Mateus (Beto Mateus), o geógrafo Hamilton Elias e o pesquisador Marcelo Bastos.

Em breve, então, teremos mais notícias sobre esse porto, o que vai nos ajudar a conhecer um pouco mais da História de Santa Luzia, fundada há 327 anos.

Luzienses terão acesso ao Museu Celite a partir de agosto

O museu foi inaugurado recentemente. Conta a história do banheiro no Brasil

Depois dos questionamentos que fez sobre o Museu Celite, o Luzias recebeu da Roca Brasil, proprietária da Celite, um e-mail informando, dentre outras coisas que os luzienses poderão ter acesso ao museu a partir de agosto. As visitas terão que ser agendadas através do site da empresa. A Roca Brasil também reconhece a importância de manter um relacionamento mais estreito com Santa Luzia.

Leia a íntegra do e-mail enviado pela Roca Brasil ao Luzias:

“Depois de processo de dois anos de imersão, pesquisas e curadoria para registrar a história da marca Celite, que culminou também no processo de evolução do banheiro nas últimas 8 décadas, a Roca Brasil trouxe para Santa Luzia (MG) o Museu Celite.

A criação do museu é parte das celebrações dos 80 anos da Roca Brasil

Desde 1968, quando a Celite iniciou sua trajetória em Santa Luzia, a marca sente-se parte da cidade e, para a Roca Brasil, é um grande orgulho contar a história para os cidadãos luzienses e clientes interessados em visitar o espaço construído dentro da estrutura de 74 mil m² da empresa.

Em julho a empresa anunciou e promoveu uma cerimônia simbólica de abertura, que contou com a presença de funcionários, membros da diretoria e do conselho administrativo.

Em agosto, a Roca Brasil iniciará a abertura do Museu Celite para visitação. Para participar, será disponibilizado um canal, no site da marca Celite, para a realização das inscrições. Por se tratar de um parque fabril, com duas plantas em operação, faz-se necessário o agendamento para formação de grupos voltados para visitas guiadas ao Museu Celite.

A Roca Brasil investiu cerca de 500 mil reais na criação do Museu, que fica na sede da empresa

A Roca Brasil receberá o cadastro e realizará o contato para o agendamento da data mais próxima. O canal para visitas ao Museu Celite estará disponível no site www.celite.com.br a partir do próximo dia 12 de agosto. Até essa data, dúvidas ou mais informações devem ser enviadas para o e-mail contato@br.roca.com.

No dia 5 de agosto realizaremos uma nova comunicação informando sobre a url do site e o caminho para acesso e preenchimento do formulário.

A Roca Brasil segue de portas abertas para celebrar com Santa Luzia os quase 80 anos de história da marca Celite e a trajetória de mais de cinco décadas na cidade e no Estado de Minas Gerais.”

O parque fabril de Santa Luzia tem a maior capacidade produtiva do Grupo Roca no mundo em relação à produção de louças sanitárias

Sobre a fábrica em Santa Luzia
O parque fabril de Santa Luzia tem a maior capacidade produtiva do Grupo Roca no mundo em relação à produção de louças sanitárias. Com duas unidades – a última inaugurada em 2012 –, e um total de 74 mil m², Minas Gerais concentra a produção das linhas de grande volume de louças sanitárias.

Para a Celite, os benefícios da planta mineira são muitos: a posição logística é estratégica a medida que permite o escoamento para atender o Sudeste, assim como as demais regiões do país. Além disso, a mão de obra qualificada e a matéria-prima em abundância colaboram positivamente para a estratégia da marca na região.

Nossa Dalma, a mais longeva do bairro do Carmo

Dalma Martins sentada no sofá de sua casa, conversando com a sobrinha, Maná

Dalma Martins tornou-se um símbolo do Carmo. A mais longeva moradora do bairro. Aos 96 anos,totalmente lúcida, ela passa as horas proseando. Com um(a) dos muitos amigos que passam na sua porta e acabam entrando, ou com um(a) dos inúmeros parentes, que estão sempre por perto, como Maná, a sobrinha querida com quem aparece nesta fotografia de Carlos Dias. Que Deus continue abençoando nossa tão querida Dalma.

A beleza da arte de Célio Nunes

Nossa Senhora do Carmo: mais um trabalho notável do artista luziense. Foto: Célio Nunes/Divulgação

Essa bela pintura é obra de um dos nossos maiores artistas em atividade: o brilhante Célio Nunes. A pintura, que representa Nossa Senhora do Carmo entregando o escapulário para São Simão Stock, foi instalada em Belo Horizonte, no bairro do Carmo, na última semana, como parte das festividades da santa na igreja que lhe é dedicada.

Jantar com sabor de Espanha em benefício da Capela de São João Batista

Vai ser das 20h às 24h, na casa de Cristiano Massara, Rua do Comércio, na Ponte

Será no primeiro sábado de agosto, dia 03, na residência de Cristiano Massara, o jantar com temática espanhola, sob a batuta do chef Rogério França e de Luis Rocha. A intenção é a de reunir amigos para ajudar nas obras da capela de São João Batista, que vem sendo restaurada desde março, com o esforço da comunidade, liderada por Paulo Giovannini. O convite individual custa 90 reais e pode ser adquirido através do telefone: 31.98843-3003.

Quem quiser ajudar nas obras da capela, participando do jantar, vai degustar entradinhas deliciosas – tortillas, tapas de carne, embutidos e vegetais, empanadas, pintxos e pães, confit de legumes, pastas e variedades e mini paella marinera. O prato quente será paella regional(mineira). Para sobremesa, o doce escolhido foi Tarta Cataluña(chocolate). Para beber, haverá água, refrigerante, cerveja e vinho(importado). Excelente pedida para uma noite fria de sábado.

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