Estudo ajuda a resgatar identidade de antepassados da família Castro e Silva

Estudo ajuda a resgatar identidade de antepassados da família Castro e Silva
O engenheiro Hugo de Castro Machado Coelho cercado pelos filhos e netos

Beto Mateus, Luzias

Um novo olhar sobre parte da história de Santa Luzia. É o que nos permite o trabalho que acaba de ser concluído pelo engenheiro Hugo de Castro Machado Coelho sobre o ramo mineiro da família Castro Silva. A ideia inicial era de que a pesquisa, apresentada em cerca de 300 páginas, fosse apresentada à família durante a realização de um encontro festivo, mas com as restrições do isolamento social, a festa foi adiada.

A pesquisa, que apresenta personagens da história luziense, foi coordenada pelo engenheiro Hugo de Castro Machado Coelho e reúne dados de diferentes ramos da família, reconstituindo a saga do cearense Antônio Severino de Castro Silva (1849-1913) que se formou em farmácia no Rio de Janeiro, em 1888, e chegou a Santa Luzia por volta de 1890.

Resgate da memória – Por meio da pesquisa genealógica, é possível conhecer a história do patriarca do ramo mineiro da família que foi presidente e agente executivo da Câmara Municipal de Santa Luzia, Juiz de Paz e proprietário da Pharmacia Castro Silva, uma das primeiras da cidade. Entre os filhos de Antônio Severino estão os também farmacêuticos luzienses João e Antônio de Castro Silva, sendo este último prefeito de Santa Luzia entre 1948 e 1951.

A placa da Pharmacia Castro Silva, uma das primeiras da cidade, é preservada pelo neto João de Castro Silva

Para Hugo, que finalizou o documento em agosto, o estudo foi uma oportunidade para reunir a família em torno de um trabalho coletivo. “Basicamente fui levado a tentar resgatar a memória dos nossos antepassados e, paralelamente, conseguimos envolver a família em um trabalho conjunto que nos reaproximou de modo muito gratificante”, afirma o engenheiro, que contou com o apoio da tecnologia para organizar as informações.

“Adquiri um software especializado em genealogia e nele inseri, com amor e paciência, todos os dados, fotos e documentos recolhidos por vários familiares”, diz Hugo, que aconselha outras famílias a se lançarem nessa empreitada de pesquisa, com dedicação.

Obstáculos superados –  Uma das mais animadas com o trabalho de Hugo é a sua prima, a funcionária pública aposentada Ernestina Augusta de Castro Silva que, aliás, tem o mesmo nome da sua avó, esposa de Antônio Severino. Ernestina, que colaborou em todas as etapas da pesquisa, durante cerca de um ano, destaca que teve encontros muito importantes na própria família.

“Vencemos obstáculos com o apoio de toda a família. Em cada casa contamos com um importante apoio. Foi muito trabalhoso, mas não desisti”, diz Ernestina que coordenou as informações de seus nove irmãos e seus descendentes. Um casal que também contribuiu com informações e material para a pesquisa foi Íria e João de Castro Silva, que guardam importantes artefatos como a placa da farmácia que pertenceu ao avô.

As irmãs Ernestina e Maria Lúcia Castro Silva participaram da pesquisa com dados e fotografias. Foto: Beto Magalhães/Estado de Minas

Interesse pela genealogia – Os trabalhos relacionados à genealogia vêm ganhando cada vez mais destaque. Para o 1º secretário da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, Stanley Savoretti de Souza, o interesse pela genealogia ajuda a preservar a memória das pessoas e dos lugares onde elas viveram e, com a tecnologia, as pesquisas ganharam um apoio decisivo.

“Antes, uma pesquisa genealógica implicava em altos investimentos, com o pedido de documentos e certidões, além do deslocamento para consultar as fontes documentais, que nem sempre eram de fácil acesso aos pesquisadores. Hoje, após grandes projetos de digitalização por parte de empresas e instituições que se dedicam à genealogia, o acesso tem sido facilitado, por meio da internet”, destaca Stanley.

O pesquisador  também aponta os pedidos de cidadania estrangeira como fator indicativo do crescimento das pesquisas com descobertas relacionadas, principalmente, aos descendentes de italianos, portugueses, espanhóis além de cristãos novos ( judeus convertidos ao cristianismo).

Como disse Ernestina, a união e a participação da família foram fundamentais para que se chegasse a resultados tão importantes.

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2 Comentários

  • Alda Maria Souza de Castro Silva
    7 de janeiro de 2021, 09:46

    Estou resgatando a história da nossa família também. Poderíamos nos comunicar? Agradeço seu retorno em breve. Obrigada

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