Padre Felipe Lemos recebe muitos elogios pela bela organização da Semana Santa

Padre Felipe Lemos recebe muitos elogios pela bela organização da Semana Santa
Repare na beleza desta imagem feita por Evandro Lara durante a Procissão do Encontro

Anna Marina, Estado de Minas

Mantendo uma tradição de família, fui novamente a Santa Luzia, na última sextafeira, para participar com minhas primas na arrumação dos dois esquifes do Senhor Morto. O que fica na matriz, para ser visitado pelos fiéis até que a imagem seja levada para a cruz, que fica na escadaria em frente, e o que fica ao lado da imagem, esperando o Cristo depois do descendimento da cruz.

Como no ano passado tinha enfrentado um entrevero com o padre responsável pela igreja luziense, tive este ano uma grata surpresa. Santa Luzia recebeu, afinal, um padre que é perfeito para a cidade. Primeiro lance é que ele faz questão de manter a tradição, vestindo-se como padre, e segundo, novidade absoluta, é que ele participou de todos os trabalhos realizados para que a igreja pudesse receber os fiéis com ordem e segurança, sem nenhuma confusão.

Padre Felipe Lemos

O padre Filipe Lemos, esse é seu nome, participou de todos os trabalhos, passou toda a sexta-feira na igreja. Projetou a circulação dos fiéis em torno da Nossa Senhora das Dores, empurrando os bancos para formar um caminho obrigatório a partir da porta de entrada, separou o percurso com faixas, carregou as caixas para doação e ajudou a cobrir o chão com touceiras e mais touceiras de alecrim para manter o aroma tradicional da igreja na sexta-feira santa.

Até carregar os dois tocheiros bem grandes de madeira para colocar de um lado e outro do esquife que ficou em frente ao altar ele carregou. Quando o primeiro turno dos trabalhos da arrumação da nave terminou, descemos para casa e ele ficou na igreja. Quando voltamos para o segundo turno, ele estava lá, firme, trabalhando ainda e se preparando para o grande sermão do descendimento.

Uma novidade na programação das comemorações da semana santa foi a trasladação do Santíssimo Sacramento para a capela do Hospital São João de Deus, descendo pela Rua Direita. Várias casas cobriram suas janelas com panejamentos roxos e brancos e não foram poucos os que decoraram a fachada das casas com pequenos altares com muitas flores e muitas velas. A cidade ganhou uma solenidade nova, que varou a noite com muita fé e oração, completada pela procissão da penitência com a imagem de Nossa Senhora das Dores, que terminou às 5h.

A sexta-feira da paixão manteve sua tradição com a apresentação das figuras bíblicas, o canto da Verônica, coro Angélico, o sermão do descendimento, a procissão e a chegada à matriz, com a veneração do Santo Sepulcro.

Um reparo na organização: nos anos anteriores, era proibido o estacionamento de carros dos dois lados da Rua Direita. Este ano eles estavam lá, o que diminui o espaço para a procissão, com seus andores e figurantes. Não sei como funcionou a rua, com a montagem, na madrugada de domingo, dos tapetes de serragem colorida que marcaram a procissão da ressurreição e bênçãos do Santíssimo. Que contou mais uma vez com os numerosos figurantes bíblicos.

O título original dessa crônica é Sexta-feira Santa.

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2 Comentários

  • Carlos Novy
    24 de abril de 2019, 20:36

    Muito boa a matéria enfocando a Semana Santa. Foi, de fato, muito bem organizada e com a participação dos luzienses. Parabéns ao jornal. Os assuntos são de grande importancia para os Luzias.

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  • Rejane
    25 de abril de 2019, 16:38

    Realmente maravilhoso. Bem Real tocou mto em meu coração. Organização sensacional.

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