Processo de cassação de Roseli Pimentel avança, com depoimento de testemunhas

Processo de cassação de Roseli Pimentel avança, com depoimento de testemunhas
A prefeita eleita em 2016 continua em prisão domiciliar, mas sem tornozeleira

Redação do Luzias

Esta quarta-feira, 23 de maio, será um dia de grande importância no processo de cassação da ex-prefeita Roseli Pimentel, 44, eleita em 2016, em prisão domiciliar, acusada de ser a mandante do assassinato do jornalista Maurício Rosa. É quando serão ouvidas pela Comissão Processante da Câmara Municipal as 10 testemunhas arroladas pela defesa dela e as cinco apresentadas pelo professor Abraão Gracco, autor do pedido de cassação. Dois advogados de cada lado vão inquirir as testemunhas, numa sessão fechada, prevista para começar às 13h.

A expectativa é que essa fase do processo seja encerrada amanhã mesmo. Em seguida, os advogados de ambas as partes apresentarão as razões finais, num prazo de cinco dias. E, finalmente haverá a votação, pelos vereadores, possivelmente no dia 31 de maio, do processo de cassação. Essa sessão será aberta ao público. Por isso, há um movimento na cidade para que a Câmara se reúna à noite, de forma que os moradores de Santa Luzia possam assistir a votação. Caso a ex-prefeita seja mesmo cassada, serão realizadas novas eleições em 90 dias.

Sem tornozeleiras

Leia o artigo publicado pelo Observatório Luziense: Foi publicado nesta segunda-feira, 21 de maio, no Diário da Justiça Eletrônico do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o acórdão do habeas corpus impetrado pela defesa da prefeita eleita de Santa Luzia, Roseli Pimentel (PSB). Na decisão, os ministros do Tribunal acataram, por 3 a 2 o pedido dos advogados e dispensaram o uso da tornozeleira eletrônico, mas mantiveram a suspensão de exercício de cargo eletivo, o que impede o retorno de Roseli à prefeitura da cidade.

Roseli Pimentel segue em prisão domiciliar, conforme decisão anterior, em caráter liminar, do ministro Sebastião Reis Junior, no dia 6 de outubro do ano passado. A prefeita eleita foi presa no dia 7 de setembro de 2017, suspeita de envolvimento na morte do empresário Maurício Rosa, dono do jornal O Grito. Clique aqui para ler mais.

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