Mais uma vez, a Câmara municipal de Santa Luzia está no noticiário policial

Mais uma vez, a Câmara municipal de Santa Luzia está no noticiário policial
Numa cidade com tantas necessidades, a Câmara volta a decepcionar os moradores, suspeita de novas falcatruas

Luzias, 50emais

A”Operação Caça Fantasmas” foi deflagrada na manhã desta segunda-feira, 17 de dezembro, contra a Câmara de Vereadores de Santa Luzia, que está sob suspeita de ter contratado funcionários fantasmas, inclusive um que mora na Inglaterra desde 2016. No início de 2015, uma outra operação relacionou 10 dos 17 vereadores da cidade como suspeitos de participar de um esquema de fraude na licitação do lixo e de transporte de pacientes na rede municipal de saúde. São eles: Pedro Martins (PTC), Sérgio Diniz (Ticaca,PTN), Gilberto Lopes Maia (PCdoB), Ailton Gomes da Silva (PDT), João Rodrigues (PSL), Lacir Dias (PSL), Leandro Gomes de Paula (PMDB), Carlos Murta (PDT), Geraldo Vidal Filho (PSB). Quase quatro anos depois, o processo continua em andamento na Justiça. E a Câmara de vereadores, ignorando os graves problemas de Santa Luzia, volta ao noticiário policial.

Leia o artigo publicado nesta manhã no site do Ministério Público de Minas Gerais:

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou na manhã desta segunda-feira, 17, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a operação Caça Fantasmas, com o objetivo de apreender documentos na Câmara Municipal relacionados à contratação de servidores que nunca teriam, efetivamente, prestado serviços ao Poder Legislativo, apesar de receberem legalmente para tanto.

De acordo com o MPMG, cerca de 50 servidores e estagiários eram remunerados para prestação de serviços particulares aos vereadores, inclusive em campanhas eleitorais. Entretanto, segundo as investigações, esses servidores e estagiários nunca estiveram na sede do Poder Legislativo.

Foto de 2015, quando foi iniciado o processo contra 10 dos 17 vereadores da cidade

As investigações do MPMG, que correm em sigilo, foram iniciadas em janeiro de 2017, e apuram possíveis crimes de associação criminosa (pena de reclusão de um a três anos), falsidade ideológica (pena de reclusão de um a cinco anos), peculato (pena de reclusão de dois a doze anos) e lavagem de dinheiro (pena de reclusão de três a dez anos).

Segundo as apurações, um dos servidores investigados era ocupante de cargo de confiança na Câmara Municipal de Santa Luzia, mas, apesar de formalmente assinar folha de ponto e receber remuneração como assessor de gabinete, havia deixado o país em 2016 e morava na Inglaterra.

A constatação da fraude foi possível em razão de denúncias, da oitiva de testemunhas e do intercâmbio de informações entre o MPMG e a Polícia Federal, que forneceu dados do Sistema de Tráfego Internacional de Pessoas e viabilizou a confirmação do crime.

Os documentos alvo da busca foram apreendidos por determinação da 2ª. Vara Criminal da Comarca de Santa Luzia, que também deferiu a quebra do sigilo bancário de alguns dos investigados para rastrear o destino final dos recursos desviados.

A operação está sendo conduzida por dois promotores de Justiça, dois agentes do MPMG e conta com o apoio de duas viaturas do Tático Móvel da Polícia Militar.

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1 Comentário

  • Nenez
    17 de dezembro de 2018, 15:27

    Só tristeza……

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