Vereadores decidem por 11 votos a 5 manter Christiano Xavier na Prefeitura

Vereadores decidem por 11 votos a 5 manter Christiano Xavier na Prefeitura
O Prefeito sendo cumprimentado, após o momento mais tenso de sua curta carreira política.Foto: Jair Amaral/EM/D. A. Press

Luzias

Numa sessão que durou o dia inteiro, os vereadores da Câmara Municipal de Santa Luzia decidiram por 11 votos a cinco manter o Prefeito Christiano Xavier(PDS) no cargo. A Câmara é composta de 17 vereadores. Suzane Duarte(PT) não participou da votação, em razão de problemas de saúde da mãe(veja aquia explicação dela).

Os cinco vereadores que votaram pela cassação foram Sandro Coelho(PSB). Nilsinho (PTC), Henry Santos(PRB), Vagner Guiné e César Lara Diniz(PC do B). Os outros, André Leite(PSDB), Ivo Melo( sem partido), José Cláudio(PSDB), Marcelino(PPS), Luiza do Hospital(PTB), Márcio Ferreira(PSC), Neylor Cabral(PROS), Paulo Bigodinho(PEN), Reginaldo do Gás(PROS), Ticaca(PSB) e Waguinho(PTN).

O resultado da votação desta sexta-feira, 8 de novembro, põe fim a três meses de grande tensão entre o Prefeito e a Câmara Municipal. Christiano Xavier foi eleito em meados do ano passado com 54 mil votos, para um mandato tampão de dois anos e meio, depois do afastamento da Prefeita Roseli Pimentel, eleita em 2016. Christiano Xavier, 42, ex-delegado da Policia Civil, deve tentar a reeleição em outubro do ano que vem, quando serão realizadas eleições municipais.

Leia a notícia sobre a vitória do Prefeito publicada pelo portal Uai:

O processo de impeachment do prefeito de Santa Luzia, Christiano Xavier (PSD), foi arquivado pela Câmara Municipal da cidade da Região Metropolitana. Em sessão conturbada nesta sexta-feira e com duração de mais de seis horas, 11 vereadores foram contrários ao prosseguimento da ação, enquanto outros cinco queriam a continuação. Houve uma ausência, justificada.

O prefeito não esteve presente no início da sessão (começou por volta das 9h45), mas chegou ao local às 12h07. Às 13h22, Christiano deixou a Câmara para cumprir compromissos de agenda oficial. Ele retornou em definitivo às 15h47. O chefe do Executivo comemorou a absolvição, logo após a oficialização do resultado.

“Nossas ações são todas pautadas na legalidade, na transparência. Aqui foi apenas um jogo político de vereadores mal intencionados e em busca de um poder a qualquer preço, na velha política do ‘toma lá, dá cá’. Foi um ganho à cidade, ficou de resposta e de aprendizado o que uma atitude irresponsável como essa traz de prejuízo e instabilidade a uma cidade”, disse, ao Estado de Minas.

A galeria da Casa estava tomada por apoiadores populares. Cerca de 150 pessoas, algumas com nariz de palhaço e apitos, estavam no local apoiando o prefeito. Uma minoria queria a cassação de Christiano Xavier. A segurança estava reforçada pela Guarda Municipal e atuou em breves momentos de desentendimentos. Sempre que possível, a maioria da platéia fazia barulho e gritavam palavras de ordem contra o presidente da Comissão Processante, Sandro Coelho (PSB), que votou pelo seguimento das investigações, e outros vereadores.

Relator da Comissão Processante, César Lara Diniz (PCdoB) deu parecer favorável pela cassação. O vereador comentou o resultado.

“Fica a sensação de dever cumprido. Fui sorteado para fazer parte da comissão, fiz o relatório com afinco, coloquei tudo que achei plausível. Nossa missão é fiscalizar, e o resultado é político. Importante destacar que o julgamento foram de três infrações, nada sobre o mandato dele. Temos que valorizar algumas situações deste governo, e estávamos julgando aqui apenas essa denúncia”, disse César à reportagem.

A denúncia que poderia levar ao afastamento de Christiano foi aprovada no plenário na Câmara em 6 de agosto. O “sim” venceu por dez votos a cinco. Quem apresentou a representação contra o chefe do Executivo foi o advogado Abraão Gracco, o mesmo que pediu o impeachment da ex-prefeita Roseli Pimentel (PSB), em novembro de 2017 (ela renunciou ao cargo em maio de 2018).

Na denúncia, o advogado defende que Christiano descumpriu a Lei Orgânica ao infringir três normas: ausentar-se do país sem autorização, desrespeitar decreto de calamidade financeira e não aplicar verbas públicas destinadas à saúde.

Veja o que diz Abraão Gracco, autor do pedido de cassação do Prefeito:

ABRAÃO GRACCO, AUTOR DO IMPEACHMENT, COMENTA SEU RESULTADO

Geplaatst door Abraão Gracco op Vrijdag 8 november 2019

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1 Comentário

  • Luis Henrique
    13 de novembro de 2019, 10:27

    Impressionante como este lobo, que é o delegado, está conduzindo a população , que são o rebanho de ovelhas, para onde ele quer. Como pode um prefeito profanar nos microfones da câmara municipal da forma que ele fez e sair impune. Não tem decoro nenhum. Trata-se de um populista de mídia social que se preocupa com seu físico, sua barriguinha, seu nariz. Não me surpreenderei se em 2020 ele inaugurar uma estátua sua em praça pública de si mesmo.

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