Eles são os guardiões da memória da Escola de Samba Unidos do Icaraí

Eles são os guardiões da memória da Escola de Samba Unidos do Icaraí
Lu, Argemiro, Meire e Romeuzinho são parte da história do clube criado por Dr. Oswaldo

Neise Mendes, Luzias

Conversar com Luiz Carlos Sousa (Lú), Argemiro Moreira dos Santos(Pelé), Rosemeire de Fátima Dias (Meire) e Romeu Filho( Romeuzinho) é viajar no tempo… Experimentar emoções, sentimentos e sensações que nós, luzienses mais jovens, não tivemos a oportunidade de vivenciar. São, literalmente, histórias de outros carnavais…

Mestre sala Argemiro Moreira(Pelé) com a porta-bandeira Rosângela Sena: ritmo e graça

Fundado em 1965 por Dr. Oswaldo Ferreira, o Clube Social Icaraí contribuiu para enriquecer as manifestações culturais de Santa Luzia. Identificada pelas tradicionais cores verde e rosa, a Escola de Samba Unidos do Icaraí marcou época, com desfiles que movimentaram a tradicional Rua Direita.

A graciosa ala das crianças. Na frente, Francis e Evellin

Lú era o mestre da bateria e também o principal responsável pela composição dos sambas enredos, que ainda são cantados com muito entusiasmo por aqueles que fizeram parte da história da Unidos do Icaraí.

Conceição, Dona Lúcia, Helena e Íris na ala das baianas

A letra de um dos sambas enredos da escola exaltava o patrimônio cultural de Santa Luzia, ao mencionar a Matriz, o Muro de Pedras, a Estação Ferroviária, a Igreja do Bonfim e o Convento de Macaúbas:

Outro, retratava a curiosa história de uma moça que havia mudado de escola de samba e se arrependido amargamente. O samba enredo de 1996, ano em que a Unidos do Icaraí foi a campeã do carnaval luziense, falava de uma viagem fantástica pelo mundo, “com o passaporte da ilusão e alegria no coração”:

Guardando com zelo várias fotografias e vídeos de desfiles da Escola de Samba Unidos do Icaraí, Lú conta casos de antigos carnavais e lembra com orgulho a seguinte fala sobre a escola: “O Icaraí vem aí e vem lindo!”

Os lendários passistas Zélia, Hélio(inesquecível) e Ana

Juntamente com Argemiro (que era o mestre sala da escola), Romeu Filho e Meire, vão relembrando a preparação dos instrumentos, os ensaios da bateria, que chegou a contar com 72 componentes e a confecção das fantasias e dos carros alegóricos.

Comissão de frente: Simone Oliveira Gonçalves – esposa de Romeuzinho, falecida em julho de 2019

Vão identificando nas fotos todo tipo de parentes: esposas, filhos, cunhadas, primos e amigos, muitos deles já falecidos.

Ases da bateria do Icaraí: Reinaldo, Zezinho e Robson

Em tempos difíceis e de heróis escassos, Lú, Argemiro, Romeu Filho e Meire formam um verdadeiro “Quarteto Fantástico” que luta para guardar a memória da Escola de Samba Unidos do Icaraí para o conhecimento das futuras gerações. Não é por acaso que a campanha pelas obras de recuperação da sede do clube social se chama “Não deixe o samba morrer!”.

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