Faixa denunciando roubo no Icaraí chama a atenção para o drama vivido pelo clube

Faixa denunciando roubo no Icaraí chama a atenção para o drama vivido pelo clube
A faixa com o pedido ao ladrão está exposta na frente da sede semidestruída do Clube. Foto: Gustavo Werneck/EM/D.A PRESS)

Gustavo Werneck

Estado de Minas

Não bastasse a destruição da sua fachada provocada por um caminhão carregado de sal, o Clube Social Icaraí, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, torna-se alvo de novas invasões. Na calada da noite, desde o acidente na tarde de 31 de janeiro, ladrões entram no local e levam o que podem, especialmente dos banheiros e cozinha.

“Roubaram vasos sanitários, pias, todas as torneiras e bancada do banheiro. Da cozinha, levaram panelas e talheres, e arrebentaram a madeira colocada para proteger os dois espaços”, diz a secretária do clube inaugurado em 1965, no Bairro São Geraldo, Rosimeire de Fátima Dias Pinho. Ela explica que já foi feito o boletim de ocorrência na Polícia Militar, na cidade.

Para evitar novos roubos, a direção do clube colocou uma faixa de frente para a Rua Silva Jardim, onde há grande movimento de veículos. O recado é para os invasores e pede compreensão: “Caro ladrão. O prejuízo causado pelo acidente já foi muito grande. Portanto, pedimos que pare de nos visitar durante as madrugadas”.

Uma vizinha do clube, que teve a casa parcialmente destruída pelo caminhão, conta que “também já entraram” no local. Na garagem da residência, ainda se pode ver um veículo Volkswagen branco (Fusca) impossibilitado de sair devido ao perigo de desabamento do telhado. Ninguém ficou ferido no dia do acidente.

Providências

Perto de completar três meses do acidente documentado pelo Estado de Minas, o Clube Social Icaraí se tornou um retrato de escombros. Quem passa pelo espaço, onde já ocorreram muitos bailes, festas e tem uso pela comunidade do São Geraldo e bairros vizinhos, pode ver, no chão, tijolos quebrados, paredes arrebentadas, pedaços de concreto do muro – tudo permeado pelo clima de desolação.

A direção do clube já procurou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e, conforme avaliação de um engenheiro, o prejuízo é superior a R$ 100 mil. Os entendimentos para reparação dos anos são feitos diretamente com a seguradora da transportadora que carregava cerca de 30 toneladas de sal. Por enquanto, não há definição para o caso.

Sem freios

Conforme a reportagem publicada pelo EM“o caminhão sem freios, carregado de sal”, invadiu o Clube Social Icaraí, no Bairro São Geraldo, destruindo toda a fachada do local e indo parar dentro de uma casa, que fica depois do clube. “O barulho foi ensurdecedor, como se uma bomba caísse aqui, ao lado da gente, mas, felizmente, ninguém se feriu”, afirmou, na época, a secretária Rosemeire de Fátima.

Os efeitos poderiam ter sido trágicos, contou Rosimeire. “Se o caminhão tivesse continuado a descer, seria pior, pois poderia passar por cima de carros e atingir e destruir outras casas localizada mais abaixo.”

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