Participe da campanha para restaurar a Igreja de São João Batista, na Ponte

Participe da campanha para restaurar a Igreja de São João Batista, na Ponte
Construída em 1904, a Igreja vem apresentando uma série de problemas

Ainda bem que existem pessoas com grandeza, gente que trabalha voluntariamente para preservar o patrimônio histórico de Santa Luzia. É o caso dos seis integrantes da comissão liderada pelo incansável dentista Paulo Giovannini – Carmem Gomes, Zinha Gomes, Ana Mantini, Maria das Graças Anacleto e Eliane de Nofrinha -, criada para angariar fundos destinados à restauração da Capela de São João Batista, no bairro da Ponte. Todos que quiserem contribuir para viabilizar os trabalhos de recuperação da capela devem fazê-lo através de um dos membros da comissão. Apenas eles têm autorização para receber as doações.

Quem olha para a Capela de São João Batista nem desconfia dos graves problemas estruturais apresentados pelo imponente e centenário prédio, tombado pelo Patrimônio Municipal. Paulo Giovannini enumera: Trincas na alvenaria, telhado com goteiras, madeirame interno das torres totalmente destruído pelo ataque de cupins, mau estado das calhas, rufos e condutores, que precisarão ser substituídos. Há ainda problemas estruturais em uma das torres laterais, todas as portas e janelas estão comprometidas, infiltração de água de chuva ao redor de toda a capela e o assoalho das galerias laterais também está comprometido pelo ataque de cupins.

Paulo Giovannini: coordenador da campanha

A estimativa é que só a primeira etapa dos trabalhos, que incluirá a reparação do telhado, deve consumir 20 mil reais. Como as obras são urgentes, porque o estado da Capela como um todo é preocupante, os integrantes da comissão esperam contar com a generosidade dos luzienses, inclusive dos que não mais residem na cidade.

Para se ter uma idéia da importância histórica da Capela para Santa Luzia, basta ler a placa afixada à sua frente: “Construída em 1904 em estilo neogótico, predominante na arquitetura religiosa urbana do Brasil no início do século XX. Apresenta interior despojado, embora a capela mor possua um supedâneo típico – base para apoio dos pés do sacerdote – e altar mor esculpido em mármore, além de janelas ogivais adornadas com vidros coloridos. São significativas as imagens em madeira policromada de São Sebastião, São João Batista e do Sagrado Coração de Jesus.”

A campanha para a arrecadação de fundos, iniciada no final do ano passado, está em andamento. Paulo Giovannini garante que “tudo será informado à comunidade, para que a transparência continue sendo nossa aliada.”

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