Taxa de iluminação pública em SL é a mais alta de MG: cidade está na penumbra

Taxa de iluminação pública em SL é a mais alta de MG: cidade está na penumbra
O cartaz que está no site da Prefeitura, na área de iluminação pública. Acima do cartaz, está escrito: “Mais agilidade nos serviços de iluminação pública"

Luzias

Talvez fosse melhor que a Prefeitura de Santa Luzia retirasse de seu site o cartaz que anuncia “Mais agilidade nos serviços de iluminação pública.” Essa é outra área de serviços que deveriam ser prestados aos moradores da cidade, mas está falhando flagrantemente. Apesar das promessas do Prefeito Christiano Xavier de melhorar a iluminação pública, sobretudo para dar mais segurança aos luzienses, quase 10 meses depois de sua chegada ao cargo, a cidade continua mal iluminada, com as mesmas deficiências que sofria antes dele tomar posse, em julho de 2018. O que é inaceitável, tendo em vista que pagamos a tarifa de iluminação pública mais cara de Minas Gerais.

Desde dezembro, quando foi assinado contrato com a Extra Energy, o “call Center” contratado pela empresa, em Curitiba, já recebeu “mais de mil reclamações” dos serviços (não) prestados. “E todos os dias recebemos novas queixas,” informou ao Luzias um funcionário do “call Center, falando do Paraná.” Os protocolos com as queixas são enviados à empresa, que nunca dá uma resposta.

É fácil ver na prática por que os moradores de Santa Luzia reclamam tanto. Só um pequeno exemplo: na Rua Silva Jardim, na parte alta da cidade, num espaço de 50 metros, há três postes com as lâmpadas queimadas – um em frente ao número 79/88, outro no número 171/178 e, entre esses dois endereços, há ainda, no beco, um terceiro no escuro. Num dos casos, o morador “implorou” para que a lâmpada fosse trocada. Depois de três meses, vieram homens e fizeram a substituição. Três horas mais tarde, a lâmpada apagou. E assim continua, apesar das sucessivas solicitações.

O cartaz por inteiro é este

Quando o Luzias quis saber a explicação da Prefeitura para essa situação, recebeu um e-mail da assessoria de imprensa com o seguinte esclarecimento: “A prefeitura de Santa Luzia, por meio da Diretoria de Concessionárias informa que a Empresa Extra Energ assumiu os trabalhos no município com a demanda de 1.500 pontos em atraso para atender. A empresa começou a prestar serviço no município no mês de Dezembro de 2018 e desde que assumiu já efetuou mais de 4.800 pontos. No dia 30/04/2019 a empresa atinge o número de 5.600 trocas realizadas.”

As explicações não param aí: “É comum o munícipe enviar a solicitação informando apenas o nome da rua, o que gera atraso no atendimento. O pedido deve conter nome da rua, numeração de frente ou próximo ao poste e bairro. Assim, reitero que é necessário que a solicitação venha com as informações completas para que o serviço possa ser executado o mais breve possível.”

É no mínimo injusto insinuar que a culpa pelo problema é dos moradores da cidade. Claro que deve haver uma parcela que comete algum equívoco na hora de fornecer o endereço. Mas daí dizer que “é comum o munícipe…” Nenhuma palavra sobre a “agilidade” prometida lá atrás, em dezembro de 2018.

Um dos postes com a lâmpada queimada, na Rua Silva Jardim. Há centenas assim na cidade

Enquanto os moradores de Santa Luzia não se conscientizarem que são eles os verdadeiros donos da cidade e, portanto, precisam cobrar com mais veemência que as autoridades, incluindo os vereadores, cumpram com zelo a função para a qual foram eleitas, vamos continuar do jeito que estamos: andando para trás. E recebendo da Prefeitura respostas burocráticas.

Para quem quiser realmente saber como Santa Luzia vem sendo administrada, é só clicar aqui e ouvir o que o Promotor Marcos Paulo de Souza Miranda diz sobre os inaceitáveis serviços que a Copasa vem prestando aos luzienses há 40 e tantos anos. E o papel das últimas administrações na desastrosa decadência de uma cidade de mais de 300 anos, que poderia ser um orgulho, se houvesse respeito, seriedade e real compromisso com seus moradores e com a História.

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