Santa Luzia faz 329 anos com medidas que devem atrair mais turistas para a cidade

Santa Luzia faz 329 anos com medidas que devem atrair mais turistas para a cidade
Santa Luzia, cidade com 220 mil habitantes, foi fundada na época do Ciclo do Ouro, em 1692. Foto: Internet

Luzias

Santa Luzia está completando nesta quinta-feira, 18 de março, 329 anos de vida( leia abaixo artigo sobre o aniversário da cidade). Entre as celebrações, está a entrega da Comenda Antônio de Castro Silva, “concedida anualmente àqueles que contribuíram efetivamente para o desenvolvimento da educação, cultura e vida pública. Esta é a mais alta honraria do município,” informa a Prefeitura, anunciando os nomes dos agraciados: Marilda Marques Melo (Escola Estadual Murgy Hibraim Sarah), Marco Aurélio C. Fonseca (Secretaria Municipal de Cultura de Santa Luzia) e Stefano Aguiar (Deputado Federal – PSD).

A nova secretária Municipal de Cultura e Turismo de Santa Luzia, Joana Maria Coelho, falou com entusiasmo sobre o aniversário: “É uma alegria e uma honra fazer parte deste momento. Santa Luzia completa 329 anos de história, gastronomia, arte e cultura. Desde a minha chegada, há 45 dias, estou trabalhando incansavelmente para dar ao povo luziense o que ele merece. Há muito a ser feito e já estamos planejando os 330 anos!”, afirmou a secretária.

Nos próximos dias, será lançador o edital do projeto “Viva Luzia”, que consiste, segundo ela, em “um chamamento público para ocupação dos espaços públicos da cidade pelos profissionais da cultura, entre eles o Teatro Municipal”.

Leia o artigo sobre os 329 anos de Santa Luzia publicado pelo jornal O Tempo:

Capela do Bonfim situada em pleno centro histórico da cidade. Foto: Internet

Fundada na época do Ciclo do Ouro, em 1692, Santa Luzia ainda guarda um expressivo coLnjunto arquitetônico colonial em meio às vielas históricas. Nesta quinta-feira (18), o município da região metropolitana completa 329 anos, sem grandes comemorações por conta da pandemia de coronavírus. Recém-empossada, no entanto, a secretária municipal de Cultura e Turismo, Joana Coelho, afirma que quer colocar a cidade no mapa do turismo de Minas Gerais.

Uma das primeiras medidas da gestora é lançar, nos próximos dias, o edital do projeto “Viva Luzia”, que consiste, segundo ela, em “um chamamento público para ocupação dos espaços públicos da cidade pelos profissionais da cultura, entre eles o Teatro Municipal”. O edital selecionará artistas para uma série de lives que ocorrerão ao longo do ano.

Estão ainda nos planos da Secretaria a restauração da base estrutural do Museu Aurélio Dolabella, com verbas de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 1,8 milhão do Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural (Fumpac), e a criação de um roteiro nas principais igrejas da cidade. O município também formalizou seu interesse em retornar à Associação do Circuito do Ouro.

Atrativos

Além do centro histórico bem-preservado, Santa Luzia tem alguns atrativos turísticos – o mais conhecido é o Mosteiro de Macaúbas, nos arredores da cidade. O prédio foi inaugurado em 1735 e funcionou por muitos anos como o primeiro colégio feminino do Estado. Atualmente, as freiras da irmandade de Nossa Senhora da Conceição vivem em clausura em parte do mosteiro e fabricam doces, vinhos e licores, entre eles o famoso Vinho de Rosas.

Outros destaques são a matriz de Santa Luzia (1744), com altares talhados em ouro e pinturas atribuídas ao Mestre Athayde, o Solar da Baronesa (1845), o Solar Teixeira da Costa, onde funciona hoje o Museu Aurélio Dolabella, o Museu Sacro, a Estação Ferroviária, a igreja do Rosário e a capela do Bonfim. Em breve, uma casa tombada pelos Patrimônios municipal e estadual na rua do Serro dará espaço ao Museu de Arte Sacra.

Presépios

Santa Luzia também é conhecida como a Cidade dos Presépios. Durante os festejos de Natal, uma das tradições do município é as famílias abrirem as portas de suas casas para mostrar aos visitantes os elaborados presépios artesanais. A manifestação popular é tão tradicional que existe até um circuito natalino organizado com 42 casas. Para evitar uma maior disseminação do novo coronavírus, no ano passado a tradição foi suspensa.

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