Reserve o sábado para participar de um evento em SL que você não vai esquecer

Reserve o sábado para participar de um evento em SL que você não vai esquecer
Vagna, lendária remanescente da tradição paneleira de Pinhões. Seus trabalhos estarão lá

Luzias

Reserve este sábado, 18 de agosto, para participar de um evento cultural-gastronômico em Santa Luzia, que você não vai esquecer. O Espaço Santana, antigo Casarão de Carlinhos – Rua Silva Jardim, 120- abrirá suas portas às 12h30m, para oferecer uma feijoada completa deliciosa, embalada pelo samba de Virgínia Satiro e seu grupo de músicos – música ao vivo da melhor qualidade. E para completar a tarde, vamos ter uma feira de artesanato, com cerca de 20 expositores, de todos os pontos da cidade: São Benedito, Palmital, Baronesa, Duquesa, Frimisa, Pinhões e toda a área central de Santa Luzia estarão representados na feira, mostrando o trabalho de seus talentosos artesãos.

A professora Sandra Luiza Alves Aguiar, moradora de São Benedito, com a cabaça decorada, a antiga leiteira, chaleira e antena de TV a cabo

Além da feijoada, com todos os seus acompanhamentos, vai haver também comida de buteco – batata frita, mandioca, linguiça, frango empanado. Para beber, shopp Backer, cerveja artesanal e a famosa “Caipirinha do Dênis”. Tudo isso, completado pelos conhecidos doces de Sõnia Satiro. Como o evento é durante o dia, as pessoas vão poder apreciar a beleza do casarão, construído na primeira metade do século 19. A ideia é oferecer a mais agradável das tardes.

Celeiro de artistas

A querida Beth, do Clube de Mães Senhora da Paz, do Palmital, mostrando seus ímãs de geladeira

Santa Luzia é uma cidade privilegiada: em praticamente todas as casas, há pelo menos um artista. Daí a grande riqueza de seu artesanato. Apesar de abrigar um celeiro de gente criativa de primeira grandeza, a cidade não tem uma área onde possam expor seus trabalhos. Por isso, eles vivem espalhados pelos bairros, quase sempre desconhecidos dos próprios moradores, numa mostra clara de como a cidade ignora esse seu imenso tesouro.

Geraldo com o filho, Renato, do bairro Duquesa: dupla imbatível quando se trata de sapatos artesanais

Por isso, numa primeira experiência, tivemos a ideia de reunir alguns desses artesãos. Como o espaço é limitado, selecionamos apenas duas dezenas deles. Gente como Geraldo Humberto Caixeta Franco, que faz sapatos e reúne a família – a esposa e um filho – em torno do seu pequeno negócio, numa espécie de galpão, no bairro Duquesa. Tem ainda dois outros funcionários. Geraldo expõe aos domingos, na feira da Afonso Pena, em Belo Horizonte, e já mandou seus sapatos para Holanda, Japão, Suíça e Estados Unidos. Também vende para uma loja em BH, que coloca sua própria etiqueta nos calçados.

Edna, do Centro Histórico, é especialista em bordados com pedraria. Seus trabalhos são lindos

Outros exemplos maravilhosos são o grupo de artesãs Mulheres Criativas, que trabalha na sede da Igreja de Nossa Senhora da Penha, da Paróquia de Santíssima Trindade, no Palmital. Ao todo elas são 30, entre mestras e aprendizes. Fundado em 2005, o grupo luta contra problemas financeiros e sonha ter sua própria sede.

Esta é Rosa Virgínia, do grupo Mulheres Criativas, do Palmital, que reúne cerca de 30 artesãs[

Mais adiante, está o Clube de Mães Senhora da Paz, que funciona há mais de 30 anos, desde 1987, dando, inclusive, formação profissional. Quem coordena tudo é Maria Bernadete Alvarenga, Beth, uma artista completa. Seus trabalhos – pano de prato, peso de porta, tampa de jarra, ímã de geladeira, porta papel higiênico e puxa saco – estarão na feira. Assim como os de Imê Ribeiro, Júnia Carvalho, Nenez e Nem Santana, Beth Teixeira Tófani, Matheus Vinícius da Silva, Clermon e Rosa, e outros reconhecidos artistas da cidade.

Os bonitos trabalhos em retalho, de Nenês e Nem Santana

Esta é uma prévia do que você vai encontrar no Espaço Santana, a partir das 12h30 deste sábado.

O delicadíssimo trabalho de Júnia Carvalho: ” Desde pequena, ainda bem criança, eu já me sentia extremamente feliz em ter nas mãos tecidos, tesoura, linhas, tintas, pincéis, papéis, lápis coloridos, enfim qualquer coisa que eu pudesse trabalhar com as mãos. A máquina de costura era um dos meus brinquedos favoritos, e eu cresci assim: entre emaranhados de cores e moldes, sendo incentivada e inspirada por minha mãe (que era também muito habilidosa). A arte, o artesanato e os trabalhos manuais me acompanham e veem ao meu encontro, sempre! O artesanato religioso sobressaiu como forma de gratidão e devido a minha fé e devoção. O prazer em produzir e confeccionar e o amor colocado em cada ponto, em cada etapa e em cada peça é imenso. Sem isso, eu não saberia viver!”

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2 Comentários

  • nenez
    15 de agosto de 2018, 20:36

    Tudo em ótimas companhias!!!!!

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  • Ana Cristina
    20 de agosto de 2018, 09:58

    Parabenizo a todos pelo belíssimo trabalho!
    Cada trabalho,mais belo, do que o outro!
    Que Deus continue abençoando estas mãos de fada de cada uma delas.
    Beijos

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