Gustavo Villa
50emais
O primeiro episódio da docussérie Sertões de Luzia – Memórias Caboclas do Vale do Rio das Velhas mergulha na história profunda da Fazenda da Taquara, território que reúne vestígios milenares e memórias vivas do mundo rural de Santa Luzia.
Cerâmica Aratu-Sapucaí e ocupações antigas A narrativa se inicia com os registros arqueológicos da tradição Aratu-Sapucaí, identificados em dois sítios localizados dentro da fazenda: o Sítio Beira Rio e o Sítio Córrego das Lajes. Esses vestígios revelam formas antigas de ocupação humana, produção cerâmica e relação cotidiana com o vale e suas águas.
O Rio das Velhas como caminho histórico O episódio segue pelo curso do Rio das Velhas, destacando seu papel fundamental como rota de circulação, comunicação e exploração ao longo do século XIX. A Fazenda da Taquara surge nesse contexto ligada à navegação histórica protagonizada por Henrique Dumont, pelo viajante britânico Richard Burton, e pelo imperador D. Pedro II, que percorreram o rio observando a paisagem, os engenhos e as fazendas ribeirinhas.
Memória rural e sucessão de famílias A história recente da Taquara é contada a partir da sucessão de seus proprietários, entre eles a família Rocha Franco e Redelvim Andrade, revelando transformações no uso da terra, no trabalho rural e na vida cotidiana ao longo do tempo.
Vicente Sandim: o tempo em primeira pessoa O fio condutor do episódio é o depoimento de Vicente Sandim, que está prestes a completar 90 anos. Nascido na Fazenda da Taquara, ele retorna ao local décadas depois para a docussérie, revisitando paisagens, lembranças e histórias que conectam passado e presente com sensibilidade e profundidade.
Este episódio inaugura Sertões de Luzia mostrando como arqueologia, rio, fazenda e memória humana se entrelaçam para contar a longa história do Vale do Rio das Velhas — da cerâmica ancestral às lembranças vivas de quem fez parte desse território.
Veja:

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